A quadrilha estava em seu ponto mais alto e todo o povo dançava ao som
das violas, tambores.
Heitor passara a festa inteira esperando a oportunidade de encontrar
Tereza sozinha e quando esta saiu para ir a casa pegar mais copos descartáveis,
ele a seguiu.
Quando Tereza chegou a casa assustou-se ao ver Heitor surgindo de
repente do seu lado.
- O que você está fazendo aqui?
- Você sabe! Não se faça de desentendida. – disse ele sorrindo.
- Não sei e nem quero saber! Deixe-me em paz! – disse ela abrindo a
porta e entrando, e antes de fecha-la, Joaquim entrou também.
-Por favor, Heitor!
- E ai? Não vai me conduzir aos seus aposentos ou vai querer aqui mesmo?
- Não vou leva-lo a lugar algum! Agora me faça o favor de sair da minha
casa!
Heitor agarrou-a com força, tomou a chave das mãos dela, trancou a porta
e sentou-se em uma cadeira. Tereza sabia que ele não iria desistir tão fácil.
- Eu sei que você também gosta. – disse ele rindo irônico puxando-a para
perto de si, fazendo-a sentar-se em seu colo.
-Seja rápido! – Pediu Tereza levantando-se e o conduzindo até o quarto
dela.