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quinta-feira, 29 de maio de 2008


Quando você for menos medrosa, pode ter certeza, será mais feliz. Aprenda a vencer seus medos! Tu não sabes o que é amar de verdade, não sabes o que é o Amor, pensei que soubesse, mas vejo que nunca soube de fato! 
Queria tanto ter uma conversa séria com você... Porque desde aquele dia evitas tocar nesse assunto? Penso que você aproveitou o meu deslize e usou-o como o pretexto que esperavas tanto para terminar comigo.
Saiba que nunca mais vou me declarar para você e mostrar minha alma como nunca mostrei a outra pessoa, quem sabe quando eu morrer tu leias esta carta e todas as outras que escrevi para ti e vais saber que eu sempre te amei e o tanto que me fizeste sofrer, eu te amo e quero muito o teu bem.

terça-feira, 27 de maio de 2008


Não me conformo! Por que disseste sim quando na realidade querias dizer não? Porque brincaste co meus sentimentos dessa maneira? Hoje sofro terrivelmente por amar-te demais! Tu deste corda para que isso acontecesse, sim, tu! 
Tu não me amas, nunca me amou. Fizeste-me de boba, fui apenas um brinquedo pra ti, é isso, um brinquedo! Tu queria apenas se divertir comigo. 

sábado, 24 de maio de 2008

Vejo que sigo sendo um monstro. Um monstro que merece esta solidão, este sofrimento; esta dor e este sangramento interior. Que merece o que está acontecendo porque eu mesmo tenho buscado.
Sou uma imbecil  Quem me dera retroceder no tempo e evitar cometer os erros que cometi. Não todos mas sim alguns... fazer o que tinha que fazer, mas por medo não fiz.
É assustador a forma como tudo muda tão rápido! Um dia sou a pessoa mais feliz do mundo e no outro estou a chorar.  Ver que você sorrir, conversa com outras pessoas enquanto me ignoras. Sabes que estou passando mal, mas superarei. Tu voltarás para mim como sempre fazes e tudo será como antes... assim eu acredito.

sexta-feira, 23 de maio de 2008

O que essa garota fez comigo? Chego a ficar sem animo pra nada! Isso não pode continuar assim! Tenho medo de não conseguir amar outra pessoa a não ser ela.

sábado, 10 de maio de 2008


Uma palavra apenas...Tu poderias ter dito apenas uma palavra e tudo seria diferente, mas o teu silencio, como sempre, soou como a explosão de mil bombas atômicas dentro de mim. Destruindo meu coração, minha alma.
Por que? Por que decidiu assim? O teu silencio fez-me entender tudo! 
Sinto-me hoje como o mais idiota dos seres humanos por entregar praticamente minha vida em tuas mãos para tu fazeres pouco caso dela!
És uma criança mimada! Quem sabe se eu tivesse te tratado com um pouco menos de carinho, hoje tu estarias a chorar arrependida pela facada que deste-me em meu peito, mas quem se arrepende sou eu por ter chorado lágrimas de sangue por ti.
A vida continua, sabemos disso, mas lembre-se que eu te amo muito e desejo que sejas feliz mesmo que não sejas comigo

sexta-feira, 9 de maio de 2008


Eu olhei para ela, e senti que ela era a pessoa que sempre busquei pra mim: quando nos falamos a primeira vez, quando eu ouvi a sua voz  forte e decidida... Achei que tinha encontrado a pessoa certa para mim, com quem eu poderia contar e quem eu poderia amar para todo o sempre;  mas eu estive errada. A dor da perda foi muito grande, parece que tiraram um pedaço tão imenso de mim que nem sei o que fazer.
Passamos por um monte de coisas juntas, superamos e por causa de um pequeno deslize meu, ela  sumiu.  Simplesmente desapareceu e, desde então, a dor em meu peito é maior do que o mundo poderia suportar. Em cada lugar, eu a imagino... Penso no que está fazendo, no que está pensando. Não posso admitir que se afaste de mim dessa maneira.
Eu não sei nem se ela ainda nutre algum sentimento por mim - talvez tenha gostado no início, afinal, eu era algo novo -, mas não me parece sentir mais nada, agora. Acho que simplesmente achou algo melhor pra fazer: sair com outras pessoas, outros amigos, outras meninas. Não sei o que ela faria, mas nada disso tem a menor importância. Eu só queria poder ficar com ela, mesmo que fosse só como amiga, como antes!

quinta-feira, 8 de maio de 2008

Eu


Eu sou a que no mundo anda perdida,
Eu sou a que na vida não tem norte,
Sou a irmã do Sonho, e desta sorte
Sou a crucificada ... a dolorida ...
Sombra de névoa ténue e esvaecida,
E que o destino amargo, triste e forte,
Impele brutalmente para a morte!
Alma de luto sempre incompreendida! ...

Sou aquela que passa e ninguém vê ...
Sou a que chamam triste sem o ser ...
Sou a que chora sem saber porquê ...

Sou talvez a visão que Alguém sonhou,
Alguém que veio ao mundo pra me ver
E que nunca na vida me encontrou!
(Espanca, Florbela; Livro de Mágoas, 1919)


Estou aqui mais uma vez na solidão do meu quarto, com um novo caderno e caneta em mãos. 
Não sei exatamente sobre o que escrever, mas a necessidade que paira dentro de mim é o maior do que qualquer incerteza.
Eu simplesmente preciso deixar que toda essa angústia se esvazie por entre meus dedos. Acho, sinceramente, que nasci para ser sozinha, é isso!
Na verdade, não é que eu tenha nascido, propriamente, para ser sozinha; eu nasci para ajudar as pessoas em seus momentos de dor, prepará-las para uma nova etapa, mas sem me envolver fisicamente com ninguém.
 Eu só quero ficar sozinha, permanecer sozinha, nesse fardo que é nunca ter quem amar: ou quando eu acho que encontrei a pessoa certa, ela me abandona, como se nunca tivesse existido. E essa é a pior dor de todas. Ter as lembranças guardadas dentro do seu coração, mas não conseguir mais acessá-las e, desse modo, duvidar que elas foram reais.