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quarta-feira, 29 de agosto de 2007


Antes de amar-te, amor, nada era meu
Vacilei pelas ruas e as coisas:
Nada contava nem tinha nome:
O mundo era do ar que esperava.
E conheci salões cinzentos,
Túneis habitados pela lua,
Hangares cruéis que se despediam,
Perguntas que insistiam na areia.
Tudo estava vazio, morto e mudo,
Caído, abandonado e decaído,
Tudo era inalienavelmente alheio,
Tudo era dos outros e de ninguém,
Até que tua beleza e tua pobreza
De dádivas encheram o outono.
Pablo Neruda

Amo-te como a planta que não floriu e tem
dentro de si, escondida, a luz das flores,
e, graças ao teu amor, vive obscuro em meu corpo
o denso aroma que subiu da terra.

Amo-te sem saber como, nem quando, nem onde,
amo-te diretamente sem problemas nem orgulho:
amo-te assim porque não sei amar de outra maneira,

a não ser deste modo em que nem eu sou nem tu és,
tão perto que a tua mão no meu peito é minha,
tão perto que os teus olhos se fecham com meu sono.
Pablo Neruda

Gosto quando te calas




Gosto quando te calas porque estás como ausente,
e me ouves de longe, minha voz não te toca.
Parece que os olhos tivessem de ti voado
e parece que um beijo te fechara a boca.

Como todas as coisas estão cheias da minha alma
emerge das coisas, cheia da minha alma.
Borboleta de sonho, pareces com minha alma,
e te pareces com a palavra melancolia.

Gosto de ti quando calas e estás como distante.
E estás como que te queixando, borboleta em arrulho.
E me ouves de longe, e a minha voz não te alcança:
Deixa-me que me cale com o silêncio teu.

Deixa-me que te fale também com o teu silêncio
claro como uma lâmpada, simples como um anel.
És como a noite, calada e constelada.
Teu silêncio é de estrela, tão longinqüo e singelo.

Gosto de ti quando calas porque estás como ausente.
Distante e dolorosa como se tivesses morrido.
Uma palavra então, um sorriso bastam.
E eu estou alegre, alegre de que não seja verdade. - Pablo Neruda


Não te quero senão porque te quero,
e de querer-te a não te querer chego,
e de esperar-te quando não te espero,
passa o meu coração do frio ao fogo.
Quero-te só porque a ti te quero,
Odeio-te sem fim e odiando te rogo,
e a medida do meu amor viajante,
é não te ver e amar-te,
como um cego.

Tal vez consumirá a luz de Janeiro,
seu raio cruel meu coração inteiro,
roubando-me a chave do sossego,
nesta história só eu me morro,
e morrerei de amor porque te quero,
porque te quero amor,
a sangue e fogo.
Pablo Neruda

Teus olhos têm uma cor
de uma expressão tão divina,
tão misteriosa e triste.
Como foi a minha sina!!!

É uma expressão de saudade
vagando num mar incerto.
Parecem negros de longe...
Parecem azuis de perto...

Mas nem negros nem azuis
são teus olhos meu amor...
Seriam da cor da mágoa,
se a mágoa tivesse cor.
Florbela Espanca

terça-feira, 28 de agosto de 2007

Amo-te hoje mais do que antes, cada dia te tornas mais importante para mim.
Por favor, perdoa minhas loucuras, minhas manias, minhas idiotices, as coisas que digo e faço sem pensar em alguns momentos...
Deixa-me te dizer que amo está ao teu lado, me encanta ver-te sorrir e amo cada coisa que tu fazes.

segunda-feira, 27 de agosto de 2007

Como eu queria poder andar de mão dadas contigo na rua, na escola... Acarinhar-te na praça... Como eu queria te beijar por mais tempo, ficar coladinha em ti sem ficar com medo de alguém chegar...Queria te abraçar bem demorado quando sentisse vontade sem me preocupar com o que os outros iriam pensar, mas não posso!

domingo, 26 de agosto de 2007


Um sentimento estranho toma conta de mim hoje. Hoje tenho mil perguntas em mente, queria tanto encontrar as respostas.
Não sei o que ela quer nem muito menos sei o que ela pensa e não é hoje que gostaria de saber.
Lembro que uma vez ela me perguntou se eu não tenho medo disso tudo. Eu respondi que não... Mas hoje diria que sim... Tenho medo... Medo de perdê-la.

quarta-feira, 22 de agosto de 2007


Aperta-me contra ti com todas as tuas forças. Crava teus dedos frágeis em minhas costas. Acaricia-me o pescoço com tua respiração. Morda-me o lábio lentamente como tu sabes. Mira-me nos olhos. Não fales. Somente beija-me. Diga que me quer, com o único idioma que todo mundo intende, o olhar... Diga que me quer, sem necessidade de falar! Te amo meu único e verdadeiro amor.
Quando me canso da vida e do dia a dia em constante movimento, visualizo você em minha mente e a paz volta pra mim. Em qualquer lugar do mundo posso chegar a ti sentir.
Quando os medos me atormentam, quando a angustia se apodera da minha mente e meus passos ficam mais lentos, penso em ti e volta minha calma.
De certa forma, você tem ajudado a sarar as feridas do meu coração porque quando penso em ti esqueço dos problemas. Com você eu vivo os melhores momentos da minha historia, mesmo sendo por alguns poucos minutos.
Você é vida para mim

terça-feira, 21 de agosto de 2007

Moulin Rouge - Amor em Vermelho

Filme perfeito, música perfeita!

Moulin Rouge



Come What May -Haja o Que Houver

Nunca imaginei que pudesse me sentir assim
Como se eu nunca tivesse visto o céu antes
Quero desaparecer num beijo seu
A cada dia eu te amo mais e mais
Ouça meu coração, pode ouvi-lo cantar?
Me dizendo para dar tudo a você
As estações podem mudar de inverno a primavera
Mas eu amo você até o fim dos tempos

Haja o que houver
Haja o que houver
Eu amarei você até o dia da minha morte

De repente o mundo parece um lugar tão perfeito
De repente se move com uma graça tão perfeita
De repente minha vida não parece um desperdício
Tudo gira em torno de você
E não há montanha tão alta
Nem rio tão extenso
Cante esta canção e eu estarei ao seu lado
Nuvens de tempestades podem se formar
E estrelas podem colidir
Mas eu amo você até o fim dos tempos

Este inferno de amar


" Este inferno de amar - como eu amo! -
quem mo pôs aqui n'alma...quem foi?
Esta chama que alenta e consome,
que é a vida - e que a vida destrói -
Como é que se veio atear.
Quando - ai quando se há de ela apagar?
Eu não sei , me lembra o passado,
A outra vida que dantes vivi
Era um sonho talves... - foi um sonho -
Em que paz tão serena a dormir!
Oh! que doce era aquele sonhar...
Quem me veio, ai de mim! despertai?
Só me lembra que um formoso
eu passei... dava o sol tanta luz!
E os meus olhos, que vagos giravam,
Em seus olhos ardentes os pus.
Que fez ela? eu que fiz? - Não no sei;
Mas nessa hora a viver comecei..."

Almeida Garrett
Não sei quem sou, que alma tenho.
Quando falo com sinceridade não sei com que sinceridade falo.
Sou variamente outro do que um eu que não sei se existe (se é esses outros)...
Sinto crenças que não tenho.
Enlevam-me ânsias que repudio.
A minha perpétua atenção sobre mim perpetuamente me ponta
traições de alma a um carácter que talvez eu não tenha,
nem ela julga que eu tenho.
Sinto-me múltiplo.
Sou como um quarto com inúmeros espelhos fantásticos
que torcem para reflexões falsas
uma única anterior realidade que não está em nenhuma e está em todas.
Como o panteísta se sente árvore (?) e até a flor,
eu sinto-me vários seres.
Sinto-me viver vidas alheias, em mim, incompletamente,
como se o meu ser participasse de todos os homens,
incompletamente de cada (?),
por uma suma de não-eus sintetizados num eu postiço."

segunda-feira, 20 de agosto de 2007

Tenho pensando bastante em você, em nós. Pensando em como o teu sorriso é lindo, e se eu me apaixonei por você que diz ser tão imperfeita, porque outros não se apaixonariam também? Confesso que sou insegura mesmo, sou daquelas cheia de imaginação, que vê coisa onde não tem.

domingo, 19 de agosto de 2007




1894: No princípio da madrugada de 08 de dezembro, nasce, em Vila Viçosa (Alentejo), Florbela d’Alma da Conceição Espanca

1930: Às duas horas do dia 8 de dezembro – no dia do seu aniversário Florbela D’Alma da Conceição Espanca suicida-se em Matosinhos, ingerindo dois frascos de Veronal.


(...) Seu Diário se encerra em 02 de dezembro com uma única frase "e não haver gestos novos nem palavras novas!"



Estrela Cadente



Traço de luz… lá vai! Lá vai! Morreu.
Do nosso amor me lembra a suavidade…
Da estrela não ficou nada no céu
Do nosso sonho em ti nem a saudade!


Pra onde iria a ’strela? Flor fugida
Ao ramalhete atado no infinito…
Que ilusão seguiria entontecida
A linda estrela de fulgir bendito?…


Aonde iria, aonde iria a flor?
(Talvez, quem sabe?… ai quem soubesse, amor!)
Se tu o vires minha bendita estrela


Alguma noite… Deves conhecê-lo!
Falo-te tanto nele!… Pois ao vê-lo
Dize-lhe assim: “Por que não pensas nela?”


________

Florbela Espanca

Florbela Espanca




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Há uma primavera em cada vida: é preciso cantá-la assim florida, pois se Deus nos deu voz, foi para cantar! E se um dia hei-de ser pó, cinza e nada que seja a minha noite uma alvorada, que me saiba perder...para me encontrar...

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Flor Bela de Alma da Conceição Espanca


Poetiza portuguesa.
(Vila Viçosa, 8 de dezembro de 1894 - Matosinhos, 8 de dezembro de 1930)
Precursora do movimento feminista em Portugal, teve uma vida multuada, inquieta, transformando seus sofrimentos íntimos em poesia da mais alta qualidade.
Teve três casamentos mau sucedidos e dois abortos involuntários.
A morte do irmão, Apeles (num acidente de avião), abala-a gravemente.
Tentou o suicídio por duas vezes em outubro e novembro de 1930. Por fim, após o diagnóstico de um edema pulmonar, suicida-se no dia do seu 36º aniversário, utilizando uma dose elevada de veronal.


--- Florbela Espanca, a poetiza que não sei se estou nela ou se ela está em mim. ---


'O que há depois? Depois?... O azul dos céus?
Um outro mundo? O eterno nada? Deus?
Um abismo? Um castigo? Uma guarida?
Que importa? Que te importa, ó moribundo?
- Seja o que for, será melhor que o mundo!
Tudo será melhor do que esta vida!...'


{Florbela Espanca}

sábado, 18 de agosto de 2007

Para Anactória

A mais bela coisa deste mundo
para alguns são soldados a marchar,
para outros uma frota; para mim
é a minha bem-querida.

Fácil é dá-lo a compreender a todos:
Helena, a sem igual em formosura,
achou que o destruidor da honra de Tróia
era o melhor dos homens,

e assim não se deteve a cogitar
em sua filha nem nos pais queridos:
o Amor a seduziu e longe a fez
ceder o coração.

Dobrar mulher não custa, se ela pensa
por alto no que é próximo e querido.
Oh não me esqueças, Anactória, nem
aquela que partiu:

prefiro o doce ruído de seus passos
e o brilho de seu rosto a ver os carros
e os soldados da Lídia combatendo
cobertos de armadura.

(fragmentos de um poema)

"Parece-me igual aos deuses 
ser aquele homem que, à sua frente sentado, 
de perto, doces palavras, inclinando o rosto, 
escuta, 
e quando te ris, provocando o desejo; isso, eu juro, 
me faz com pavor bater o coração no peito; 
eu te vejo um instante apenas e as palavras 
todas me abandonam; 
a língua se parte; debaixo da minha pele, 
no mesmo instante, corre um fogo sutil; 
meus olhos me vêem; zumbem 
meus ouvidos 
um frio suor me recobre, um frêmito me apodera."

A uma mulher amada

Ditosa que ao teu lado só por ti suspiro! 
Quem goza o prazer de te escutar, 
quem vê, às vezes, teu doce sorriso. 
Nem os deuses felizes o podem igualar. 

Sinto um fogo sutil correr de veia em veia 
por minha carne, ó suave bem querida, 
e no transporte doce que a minha alma enleia 
eu sinto asperamente a voz emudecida. 

Uma nuvem confusa me enevoa o olhar. 
Não ouço mais. Eu caio num langor supremo; 
E pálida e perdida e febril e sem ar, 
um frêmito me abala... eu quase morro... eu tremo. 



Uma linda jovem, guerreira, cheia de vida estava à frente de um grupo e eu fazia parte dele. Ela nos orientava, ordenava e fazíamos como ela queria e tudo dava certo.
Ela estava sempre na frente de todos apontando  para o horizonte, forte e destemida, andava no ar, sempre nas alturas, em cima de altos muros.
Olhei para trás e vi uma grande porta e vários seres, que não consegui identificar, tentavam passar a todo custo. Corri com os outros e seguramos a porta para que eles não passassem.
A mulher veio ajudar,  uma forte  luz saiu de suas mãos e atravessaram a porta atingindo um dos seres e ele simplesmente desapareceu. Ela olhou para nós bastante séria e ordenou que fizéssemos o mesmo. 
Eu estava com medo, mas mesmo assim fiz como ela pediu. Minhas mãos atravessaram a grande porta e comecei a agarrar cada um daqueles seres estranhos e os esmagava.
Quando terminamos, voltamos a segui-la.

sexta-feira, 17 de agosto de 2007




Aqui, no meu coração, só tem lugar para você.
Vamos, pegue na minha mão!
Leva-me para o lugar melhor!
Você é única!
Seu sorriso alegra minha alma e  faz com que as flores murchas do meu jardim sejam levadas pelo vento...

sábado, 11 de agosto de 2007

Ultimamente tenho errado tanto…errado com as pessoas que mais amo, com as pessoas mais importantes pra mim. Você está entre elas. Oh, meu amor, me perdoa! 

sexta-feira, 10 de agosto de 2007


Amor, pode parecer que tudo aquilo que te falei foi falso, em vão... Mas não meu amor! Perdoa-me se às vezes minhas ações mostram o contrário daquilo que te digo! Sei que você tem seus problemas, eu nem mesmo sei ao certo quais são. Tu tens teus segredos, sei que existe coisas que não contas para ninguém, e eu te digo que também tenho os meus, eu confio em você, sim, mas são coisas pessoais demais e acho que não deveria compartilhar com ninguém, Me perdoa, esse é o meu jeito, mas isso não muda nada o que sinto por você; Por fora sempre serei a mesma pessoa, a única diferença é que por dentro esse crescente desespero e angustia continua a me consumir, mas não penses que tu tens algo a ver com isso, não! Apenas uma palavra de carinho sua faz todo o meu dia feliz.
Penso em você todos os momentos, peço apenas que fique por perto e não me abandone. Eu te amo e preciso de você.

domingo, 5 de agosto de 2007

O melhor lugar pra me esconder sempre foi em teus braços, tão quentes, capazes de me proteger de tudo o que me assusta e quer  me fazer dano. Eu sempre tão frágil, tão quebrada e você mesmo sem saber consegue juntar cada um dos meus pedaços, porque quando estou ao teu lado sinto-me restaurada.

sábado, 4 de agosto de 2007

Sinto-me encurralada, sem saber para onde ir,  tão sozinha e choro. Sei que existem pessoas que gostam de mim e que querem o meu bem, mas mesmo assim não deixo de sentir essa dor um vazio aqui dentro, uma solidão que não sei explicar!  Não sei o que está acontecendo, não sei o que sentir. Vejo as pessoas tentando me ajudar e eu acabo afastando elas.


Estou de frente a um espelho e nele vejo a imagem de uma menina perdida. No espelho a vejo feliz, mais sinto que ela está triste. Ela deseja se desprender dessa vida...Há nela uma lágrima oculta, enclausurada dentro alma. É imperceptível aos olhos de quem ver, mas transparente nos olhos de quem sente.

sexta-feira, 3 de agosto de 2007



Nada apagará uma magoa que surgiu de repente, nem eu consciente consigo explicar qual é o problema; Mesmo a vendo sorrir ainda sinto que ela está triste e mesmo fazendo os outros sorrirem, ela se entristece. Sinto vontade de morrer e de mata-la mais ao mesmo tempo quero mantê-la viva e assim descobrir até onde vai a minha força.
- A vida nos prega várias peças e nos confunde. Ela deveria nos dar a morte, mas ela mesma nos mata!
{autoria desconhecida}

quinta-feira, 2 de agosto de 2007




Aqueles que me têm muito amor
Não sabem o que sinto e o que sou...
Não sabem que passou, um dia, a Dor
À minha porta e, nesse dia, entrou.
E é desde então que eu sinto este pavor,
Este frio que anda em mim, e que gelou
O que de bom me deu Nosso Senhor!
Se eu nem sei por onde ando e onde vou!!

Sinto os passos de Dor, essa cadência
Que é já tortura infinda, que é demência!
Que é já vontade doida de gritar!

E é sempre a mesma mágoa, o mesmo tédio,
A mesma angústia funda, sem remédio,
Andando atrás de mim, sem me largar!
Está tudo tão fora do lugar... Espero ter forças para poder melhorar!

quarta-feira, 1 de agosto de 2007

Você me faz pensar que tudo de ruim pode ser tornar belo... Com você  eu sinto alegria, teu sorriso mágico me contagia. Você faz a minha tristeza desaparecer tão de repente que me da vontade de passar o dia todinho junto de você, pois acho que só assim posso ser feliz eternamente, sem maldade, sem rancor, sem ódio . Você me faz tão bem! Como posso não te amar?