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quinta-feira, 8 de maio de 2008


Estou aqui mais uma vez na solidão do meu quarto, com um novo caderno e caneta em mãos. 
Não sei exatamente sobre o que escrever, mas a necessidade que paira dentro de mim é o maior do que qualquer incerteza.
Eu simplesmente preciso deixar que toda essa angústia se esvazie por entre meus dedos. Acho, sinceramente, que nasci para ser sozinha, é isso!
Na verdade, não é que eu tenha nascido, propriamente, para ser sozinha; eu nasci para ajudar as pessoas em seus momentos de dor, prepará-las para uma nova etapa, mas sem me envolver fisicamente com ninguém.
 Eu só quero ficar sozinha, permanecer sozinha, nesse fardo que é nunca ter quem amar: ou quando eu acho que encontrei a pessoa certa, ela me abandona, como se nunca tivesse existido. E essa é a pior dor de todas. Ter as lembranças guardadas dentro do seu coração, mas não conseguir mais acessá-las e, desse modo, duvidar que elas foram reais.

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